A velha Senhora.

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Posted on May 16th, 2008 by Tim_booth. Filed in Porto, Moleskine, Viagens, Locais.

Está velha a velha dama de ferro. A ferrugem da idade corrói-lhe as goelas e manter-se em pé está cada vez a tornar-se numa tarefa mais difícil. Ainda é admirada por muitos pela gravidade da sua presença, ainda aparece nos livros como um marco do seu tempo.

Eu ainda lhe presto vassalagem, ainda me curvo em vénia ao passar. A velha dama agradece sem mostrar fraqueza. Responde-me com o respeito e o silêncio que sempre me respondeu, mas eu vejo para além disso e encontro o suave arfar do agradecimento de não ser esquecida.

Já não lhe dão uso. Agora é peça de exposição imóvel. Está ali para dizer que um dia fez falta, está lá para as crianças ficarem boquiabertas com a idadade da Senhora.

Eu sorrio com essa reacção. E fico também boquiaberto com a velha Dama. E continuo a prestar-lhe vassalagem, como ela sempre se habituou.

Eram zero vezes...

À mão.

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Posted on May 16th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Moleskine.

Meu Deus, como gosto de escrever! Adoro. Faz-me bem ao pulso. Adoro escrever à mão, ver gatafunhos a preto sobre papel branco ou amarelado, quase que parece arte, e quase que parece que o que tenho a escrever é algo que realmente merece ser lido.

Sabe bem. E eu gosto.

Eram zero vezes...

Quero palco.

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Posted on May 16th, 2008 by Tim_booth. Filed in Divagações, Blues, Pessoal, Moleskine.

Eu quero palco. Quero aplausos. Quero ser escutado. Quero o sabor das cordas metálicas nos meus dedos. Quero a rouquidão de uma noite de trabalho na minha garganta. Quero luzes, fumo e bebida, ambientes nocturnos, salas mal iluminadas, tosse e crítica, quero o copo de whiskey ao meu lado e a garrafa de cerveja na assistência.

Quero ver sorrisos e gritos e uivos, acenares de cabeça e batidas de pé ritmadas.

Quero tocar. Quero ser ouvido.

Eram zero vezes...

Paixões Platónicas

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Posted on May 16th, 2008 by Tim_booth. Filed in Divagações, Pessoal, Amor, Moleskine.

Paixões platónicas. Todos as experimentamos, alguns de nós mantêm ainda o secreto amor bem escondido e bem alimentado. Umas vezes são as coisas do momento, outras as longas histórias que se confundem com o tempo e a vida.

São com actrizes, cantoras e até com aquela professora toda gira que tivemos há uns anos atrás, no secundário, apesar de tanto tempo depois a rapariga já deve pesar três vezes mais e andar com um atrelado de filhos. Mas não interessa porque continua a ser aquela mulher inacessível que se guarda nos sítios secretos da cabeça.

Deve ser isso que atrai um amor estrelar: a inacessibilidade. Ficamos fascinados com aquilo que não podemos ou não conseguimos ter. Somos crianças portanto. Crianças de três anos que desatam aos berros quando vêem um brinquedo demasiado caro para o salário parental.

Só interessa aquilo que não se consegue obter, deve ser por isso que insistimos em alimentar estas paixões mortas à nascença, é por isso que vamos a todos os concertos, como se ela se lembrasse da nossa cara, e, no caso de se recordar, não pensar de nós como um temível stocker. É por isso que vemos todos os filmes e séries em que ela entrou, exaustiva e repetidamente, como se assim a ficassemos a conhecer melhor e fosse uma espécie de first date de um só sentido. E é por isso que insistimos em enviar repetidos e-mails para o antigo endereço da faculdade que aquela antiga estagiária teve em tempos, como se quisessemos ignorar saber que esse endereço está há muito desactivado e como se nos recusássemos a compreender que mesmo que por algum milagre ela conseguisse ler a carta insistente, o mais provável era ela nem sequer se lembrar que fomos o primeiro melhor aluno.

As paixões platónicas são assim mesmo, impossíveis, é assim que devem ser e é assim que as gostamos de manter. Como crianças crescidas que somos, sabemos perfeitamente que assim que agarrassemos aquele brinquedo ele ia perder toda e qualquer piada que julgavamos que tivesse.

A verdade é que temos perfeita consciência de que queremos manter as coisas de Platão assim mesmo e o que realmente nos delicia é lutar por algo que nunca vamos, nem queremos, ter.

Eram zero vezes...

A inocência da experiência.

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Posted on April 27th, 2008 by Tim_booth. Filed in Divagações, Pontos de vista, Pessoal, Moleskine, Observações.

Com a idade a experiência transforma-se em inocência. Inocência destas gentes. Espanto, pasmo, awe dos simples. Ficam como burros que olham para palácios, para relembrar o adágio popular, quando se apercebem que não me conhecem, que não sou mais uma criança. Não lhes invejo a sensação. Não lhes invejo o tempo, não, não.

Há-de chegar também o meu, o tempo que vou perceber que já não é o meu. Vou passar de experiente a inocente, vou-me espantar com as maravilhas do mundo futuro que aí vem. Vou ser mais um burro a olhar para os palácios que se erguerão. E vou chorar quando perceber que o meu filho se tornou um homem e já não é a criança que criei.

Eram 2 vezes...

A mania.

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Posted on April 17th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Divagações, Pessoal, Moleskine, Observações.

De onde vem esta mania que os escritores têm de escrever sobre o quanto gostam de escrever?

Porque sentem eles necessidade de partilhar com os outros este prazer de desenhar letras?

Deve ser por se sentirem importantes.

Sim, deve ser isso.

*Positivamente.

*Roubado de O Delfim, José Cardoso Pires

Era UMA vez...

Há quanto tempo, Tempo.

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Posted on April 17th, 2008 by Tim_booth. Filed in Divagações, Moleskine, histórias.

O Tempo passa e eu deixo-o passar. Passa por mim e cumprimenta-me. “Olá Tempo, como estás?” respondo. Velho aliado este Tempo, pacificador das revoltas e desgostos. Com o tempo tudo passa e agradeço ao Tempo por isso.

“Amigo Tempo, que é feito de ti? Já não passavamos tempo juntos há algum tempo…”. “É verdade”, responde o velho amigo, “Já não te encontro aqui sozinho há muitos de mim. Como estás rapaz?”. O velho matreiro, sempre disposto a ajudar-me a passar por ele. “Cá se vai andando… Com o tempo tudo passa.”

“Então anda daí rapazola!” diz o  jovial velho Tempo, “Anda lá que se faz tarde e o tempo não espera pelo Tempo. Vamos passear os dois e tudo vai passar”.

Bom e velho Tempo. Cá nos encontramos outra vez.

Eram zero vezes...

Show Man

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Posted on April 17th, 2008 by Tim_booth. Filed in Blues, Moleskine, Pessoas, histórias.

As luzes. O palco. O público. Devora aquilo. São os alimentos do seu ego. E os aplausos? Meu Deus, os aplausos… se ele alguma vez teve sensação melhor, não se lembra. Bem, talvez um orgasmo que uma groupie lhe proporcionou uma vez…

Mas nada o faz sentir da mesma maneira que se sente quando está dentro do teatro, no palco, com as luzes e as atenções completamente voltadas para a pessoa que vestiu.

Nunca se leva a si para cima do palco. Nunca o conseguiria. Sempre foi anormalmente introvertido para um actor, por isso, de cada vez que subia ao palco deixava-se dominar por uma outra pessoa, aquela que era suposto o público ver. “Encarnava o personagem”, é o que dizem os seus colegas actores.

Só voltava a si no momento de agradecer. Aí, como sempre foi educado a agradecer os elogios, deixava a sua pessoa receber os  louros no palco, era a única outra maneira que tem de não se acagaçar com aquelas luzes todas.

Mas isso era  dantes. Agora? Agora o único aplauso que recebe é o do dono do café quando pede outro whiskey. Não voltou a entrar no teatro, não tem dinheiro. Os seus antigos colegas de estrelato fingem não o reconhecer quando o encontram na rua.

Já não vive. Não tem as luzes, nem o palco, nem o público. Já não se lembra do som dos aplausos, nem sabe o que é ter um ego. Por dentro, está morto.

Eram zero vezes...

Animal

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Posted on April 16th, 2008 by Tim_booth. Filed in Moleskine, Revoltas.

Sou um animal. Penso como um, ajo como um. Não há volta a dar-lhe, sou um animal. Doméstico no entanto, consigo estar na presença de humanos. Mas como animal que sou, os instintos básicos vencem-me sempre. E se não me fazem agir como um animal, fazem-me pensar como uma besta. Não sei que caracterização prefiro. Talvez nenhuma. Nem sempre gostamos do que somos.

E eu, sou um animal. Sexo e comida é o que preciso. Luto por isso, até à morte se for indispensável.  Ataco o pescoço de quem se puser entre mim e a carne que quero comer. Ou foder. Sou visceral. Digo e faço as coisas como têm de ser ditas ou feitas. E nisso orgulho-me da minha herança animal.

Sou feroz, raivoso ingrato. Faltam-me as listras para ser um tigre, a barbatana para ser um tubarão e o uivar para ser um lobo.

Sou incapaz de me controlar. Cada pedaço de carne que vejo é um pedaço de carne que quero ter. A todo o custo.

Para comer ou foder.

Eram zero vezes...

Definição

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Posted on April 15th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Divagações, Pessoal, Moleskine, Revoltas.

A eterna angústia de não poder ser o que sou mata-me. Tortura-me. Vicia-me.

Sim, vicia-me. Deixa-me neste estado de permanente artista torturado, este estado que todos os músicos, escritores, pintores, escultores, fotógrafos, actores dizem detestar, repito, todos dizem detestar, quando, na verdade, todos amam. Repito, todos amam.

Esta impossibilidade de ser o que amo é a droga que me permite fazer o que faço. É o doce remédio que me deixa socumbir à depressão e criar, inventar, escrever.

Claro, como todos, digo o mesmo, que detesto tudo isto. Claro que digo que quero sair deste instável estado, deste limbo infernal. A questão, não sendo questão, é que não quero. Repito, não quero. O que será de mim quando a minha definição deixar de existir?

Dizem-me: “Deixa-te de coisas, ninguém é tão unidimensional assim, ninguém se reduz a uma palavra.”

Talvez, mas eu refuto, se não se pode dizer numa palavra então é porque essa palavra ainda não foi criada.

Hey, talvez seja essa a minha função…

Eram zero vezes...

O fantasma

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Posted on April 15th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Divagações, Blues, Pessoal, Saudade, Moleskine, Revoltas.

É a minha vontade mais antiga. O meu desejo mais enterrado. Aquilo que realmente sempre quis fazer. Desde aquele pequeno texto que uma vez escrevi, ainda criança, ingénuo aluno do ensino primário, sobre o amor escondido que uma flor pode ter, não sei a que propósito já, mas, eu, que segundo me lembro já tinha provado desse amor (sempre fui um precoce), senti-me explodir de orgulho quando a minha professora foi mostrar às outras professoras, senhoras da sabedoria naquele tempo, o talento do petiz.

Desde esse fatídico dia, há mais tempo do que aquele que consigo contar(matemática isn’t really my thing), desde esse dia o fantasma daquilo que eu quero fazer não me larga, não para de me perseguir.

Quero escrever.

Olá velho amigo! Tu por aqui?

Era UMA vez...

Man-child

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Posted on April 14th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Divagações, Moleskine, Pessoas, histórias.

Recusa-se a crescer. Mantem-se agarrado à PsP como um puto de 14 anos. É capaz de bater qualquer um e a cada jogo esquece as responsabilidades que o aguardam assim que o metro terminar a viagem.

Por ele, não trabalhava. Não fazia nada. Mas toda a gente lhe dizia que tinha de ser um homenzinho. A mãe chegou a ameaça-lo com a expulsão do lar se ele não fosse trabalhar, o malandro. E o malandro foi. Mas nem assim largou o espírito despreocupado. O trabalho é só trabalho e nada mais. Não tira qualquer prazer disso. E se o dinheiro não lhe fizesse falta, já se tinha despedido há muito.

Mas faz. Então não há solução, apenas resignação e aceitação.

Mas enquanto viaja para a responsabilidade, continua a jogar e a brincar.

É um homem completo. Nem sequer lhe falta a criança que os outros esquecem de cultivar.

Era UMA vez...

Tempo.

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Posted on April 11th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Divagações, Blues, Pessoal, Moleskine.

Às vezes o tempo custa tanto a passar que até dói. Parece tortura. Olhamos constantemente para os ponteiros do relógio na vã esperança que isso os fizesse andar mais depressa. Yeah, right.

Mas agora falta pouco. É só a maratona final. E não vai custar assim tanto. Só o suficiente para aumentar a ansiedade, como se o medo já não fosse suficiente.

Falta pouco.

Falta pouco.

Eram zero vezes...

Insomnia

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Posted on April 8th, 2008 by Tim_booth. Filed in Blues, Pessoal, English.

I’m way too young to have insomnia and yet, here I am, three in the morning, without any hope of getting some sleep in the near future…

I pitty the fool* who will end up with me…

A Mr. T reference…

Eram zero vezes...

A palavra mágica*

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Posted on April 5th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Divagações, Pontos de vista, Pessoal, Observações, Revoltas.

Bullshit. Cada vez mais, ao olhar à minha volta tudo me parece treta. Séculos de crenças e rituais, carregados de história certamente, mas desprovidos de qualquer significado. A cada dia que passa enojo-me mais um pouco por me permitir fazer parte dessa hipocrisia, tornando-me a mim no rei deles todos.

Palavra bonita esta, hipocrisia. E como eles a gostam de a usar. Usam-na a torto e a direito.

“O quê? Não deu esmola? É um hipócrita!” “Ah? Não cumprimentou Fulano? É mesmo hipócrita!” “Então o filho da puta anda a mijar fora do penico? Então rua com ele, o hipócrita!”

Fica bem dizer isto. É a palavra que o padre usa no sermão para insultar as pessoas de má fé, deve servir para este insulto também.

“Este para além de hipócrita, é um inoque*!”

Pois sou meus senhores.

*Descaradamente roubada ao conto de Virgílio Ferreira “A palavra mágica”. Leiam-no aqui.

Era UMA vez...

Realization: it’s a beautiful thing.

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Posted on March 31st, 2008 by Tim_booth. Filed in Divagações, Blues, Pessoal, English.

I’ve realized I’m a Drama Queen.

And I like it.

Eram zero vezes...

Viagens

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Posted on March 26th, 2008 by Tim_booth. Filed in Escrita, Divagações, Pessoal, Porto, Viagens, Locais.

Fecho os olhos e vejo as planícies que esperam a minha visita. As cidades que não me conhecem mas me desejam. Os mares que esperam banhar o meu corpo, as gentes que me querem receber. Sinto as temperaturas que não senti, as músicas que não ouvi, as experiências que não vivi. Vejo os espetáculos que ainda não assisti, a cultura que ainda não absorvi.

Ao fechar os olhos anseio pelo mundo novo que ainda não descobri. Os locais que quero visitar. As ruas e avenidas que quero conhecer.

Preciso de viajar. É a grande falha da minha vida, a inércia. Manter-me no mesmo local por demasiado tempo. Preciso de sair daqui para viver tudo aquilo que ainda não vivi, conhecer as coisas que não conheço, ter mais sítios para sonhar, imaginar, pensar, criar, escrever.

Preciso das culturas que não são minhas mas são de toda a gente. Preciso dos ambientes elitistas, dos ambientes turísticos.

Preciso de Paris, de Lisboa, de Londres, Manchester e Bristol, de Madrid e Barcelona, de Copenhaga, de Praga, de Budapeste, de Vienna, de Roma, Milão e Florença, de Berlim e Munique, de Bruxelas, do Rio de Janeiro e S. Salvador da Baía, de Nova York, S. Francisco e Los Angeles, de Sidney, de Dilí, de Tokio, de Maputo, de Joanesburgo, do Cairo, de Amesterdão e Roterdão.

Preciso de viajar. O Porto já é meu. Falta-me conquistar o resto do mundo.

Era UMA vez...

As horas da escrita.

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Posted on March 22nd, 2008 by Tim_booth. Filed in Blog, Escrita, Divagações, Pessoal, Observações.

Gosto de escrever pelas altas horas da madrugada. Porquê? Não sei bem. Sei que gosto.

Gosto do silêncio da noite. Da ausência de distracção.

Gosto de sentir o repouso dos outros à minha volta. Sentir-me capaz de viver enquanto os outros dormem.

Gosto da sauve alucinação causada pelo sono, da inspiração que me traz. Das frases que parecem fazer mais sentido quando as costas doem e gritam por uma cama.

Gosto do frio que me retesa todos os músculos e me deixa tenso. Gosto de relaxar essa tensão nas palavras.

Gosto de me sentir sozinho. Capaz de ouvir os pensamentos tanto do meu cérebro como do meu coração.

Gosto de imaginar as loucuras que outros fazem a estas horas da noite e gosto de escrever loucuras bem mais estúpidas que essas ébrias maluqueiras.

Gosto de ter a chávena de chocolate quente ao lado do teclado. E gosto de saborear o doce das palavras envoltas em chocolate.

Gosto de escrever por gostar de escrever. E não para ver alguma coisa escrita.

E de noite, não vejo nada.

Era UMA vez...

Possessão.

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Posted on March 13th, 2008 by Tim_booth. Filed in Divagações, Pessoal, Saudade, Porto, Douro, Amor.

Esta cidade é minha só minha, e será sempre minha. Venha quem vier, galegos e gauleses, anglos e saxões, mouros e judeus, mas daqui ninguém me tira e aqui ninguém me toca.

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Vou ficar aqui para sempre. Esta cidade é minha, conhece-me, sente-me e eu a ela. Esta é a minha cidade: inesquecível e inigualável.  E é minha, só minha e de mais ninguém.

Amo-a como mãe, amiga e amante. Não me canso de lhe percorrer as curvas e penetrar-lhe as vielas. Faço amor com a cidade e fico com ciúmes do rio. Porque ela é minha e só minha e de mais ninguém.

Ninguém me vai tirar daqui. Nem a doença, nem a morte. Prefiro morrer de inércia a morrer de saudade.

Esta cidade é minha. E ninguém me tira daqui.

Era UMA vez...

The end.

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Posted on March 11th, 2008 by Tim_booth. Filed in Divagações, Blues, Pessoal, Amor, English.

Nothing is like it used to be and I just can’t understand if it’s a good or a bad thing. And I’m about to make the biggest mistake of my life. I’m at the point of no return. I’ve hurt her for life. She will never look into my eyes again. It hurts so badly. It’s the end of the world as we know it. I cannot escape destiny. It’s today.

This is the end.

Accumulated phrases during the inner war period.

Eram zero vezes...